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Estatísticas sobre o Mercado de Petróleo e Gás

Quem é que nunca precisou fazer um Trabalho de Faculdade ou algum relatório para o Chefe e não sabia onde encontrar dados sobre o Mercado de Petróleo?


Para isso, buscando atender suas necessidades disponibilizamos mais um recurso que temos na web mais que muitos nem conhecem. O site do IBP, Instituto Brasileiro de Petróleo, tem uma categoria Biblioteca , na Sub Categoria MONITOR, onde Mensalmente saiu um Relatório sobre o setor. Vale a pena dar uma conferida!

Produção mundial de petróleo atingirá pico em 20 anos

Relatório divulgado nesta quinta-feira por um "think tank" britânico prevê que a produção de petróleo atingirá seu pico dentro de 20 anos e, a partir de então, entrará em um declínio que nem as recentes ou futuras descobertas serão capazes de reverter.
Para simplesmente manter o atual nível de produção e consumo, de cerca de 30 bilhões de barris por ano, seria preciso que a cada três anos uma Arábia Saudita - o maior produtor mundial do combustível -- entrasse na linha de produção.
Para efeito de comparação, estima-se que a camada pré-sal do Brasil contenha entre 50 bilhões e 80 bilhões de barris.
A pesquisa do UK Energy Research Council destaca que, embora existam 70 mil campos de petróleo no mundo, apenas 500 respondem por dois terços das reservas.
"A maior parte da produção vem de um pequeno número de grandes campos. A maioria deles foi descoberta há muitos anos ou décadas atrás, em dois terços deles a produção já está em declínio, outros entrarão em declínio nos próximos anos, e isso terá de ser substituído por novas descobertas ou projetos que normalmente estão em campos menores", explicou à BBC Brasil o principal autor do estudo, Steve Sorrell.
"E mesmo se são grandes, como Tupi, no Brasil, estão em locais de difícil acesso e caros de explorar. Ainda que sejamos otimistas em relação às reservas do mundo, a geologia coloca restrições em relação ao que é possível extrair."
A taxa de declínio de produção em campos que já passaram de seu pico - justamente os que concentram o grosso da produção mundial - é em média de pelo menos 6,5% ao ano, diz o estudo.

Alternativa

Os pesquisadores estimam que a produção atingirá o teto até 2030, mas que existe um "risco significativo" de que o pico se dê dez antes, em 2020.
A esse passo, mais de dois terços da capacidade atual de produção precisariam ser substituídos nas próximas duas décadas apenas para evitar uma queda na oferta.
Diante deste cenário, o estudo critica o que chama de "lentidão" e "pouca preocupação" por parte de governos em agir.
Sorrell argumenta que, ainda que o mundo esteja avançando em tecnologias alternativas, como eólica e solar, estas fontes não necessariamente substituem o petróleo, cuja utilização está concentrada no setor de transportes.
"Há alternativas, como o plano europeu de aumentar a eficiência dos veículos, o uso de veículos elétricos, uso de transporte público e eficiência do transporte público", disse Sorrell.
"Mas o petróleo responde por 30% da energia do mundo e se estamos pensando em substitui-lo com fontes alternativas, isso levará décadas."

Volatilidade

Sobre o uso de biocombustíveis líquidos como alternativa ao petróleo, o pesquisador se disse "cético" em relação à possibilidade de que esta seja uma "alternativa global".
"Há limites em relação à fonte desses recursos e à concorrência com a produção de alimentos. Precisamos de alimentos para atender a uma população que cresce", disse.
Para ele, "os biocombustíveis terão um papel importante, especialmente no Brasil, mas menos nos Estados Unidos, onde a produção é cara e compete com a produção de alimentos".
Na opinião do especialista, o mundo não apenas entrará em uma fase de petróleo "caro" e de "exploração demorada", como também "volátil".
"Hoje, o barril está custando US$ 70 e estamos no meio da maior recessão mundial desde a Segunda Guerra", argumenta."Quando, e se, a demanda voltar a se aquecer, esperamos que os preços voltem a subir, porque justamente a recessão fez com que muitos projetos fossem cancelados ou adiados e são necessários muitos anos para extrair petróleo dos campos. Isso em si é um problema, porque desencoraja projetos e investimentos."

Captura e Armazenamento de CO2 no Oceano



Hoje o Aquecimento Global é preocupação de toda empresa, e já não existe mais aquela história que o crescimento sustentável não combina com o lucro do empresário, no qual nao é possível crescer sendo ecologicamente correto. Essa idéia vem acabando e o desenvolvimento sustentável tem sido o objetivo de toda empresa que se preocupa com sua imagem e com o meio ambiente.

Em busca desse objetivo, diversas tecnologias já foram criadas para tentar reduzir as emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa), umas bem sucedidas, outras não. E uma delas e pode-se dizer a que mais está na moda atualmente, é a de Captura e Armazenamento no Oceano.



Esta Tecnologia consiste em separar o Dióxido de Carbono do Petróleo assim que ele é retirado do poço, antes de ser queimado, a chamada pré-combustão, assim o CO2 não estará presente na atmosfera quando o Petróleo for queimado. O CO2 então é reinjetado numa espécie de saco nas planícies abissais feitos de polímero. Segundo estudo da Revista Nature, o CO2 então acabaria sendo dissolvido em grande quantidade na água, minimizando assim os seus efeitos na atmosfera.

A Tecnologia ainda não é 100% confiavam e existem algumas críticas, dentre elas seria o vazamento desse gás em grande quantidade na água, prejudicando assim o ecossistema.

Para exemplificar esta Tecnologia, segue abaixo um vídeo muito interessante da StatoilHydro, no qual mostra como funciona este sistema (inglês)





Se você quiser se aprofundar mais no assunto, segue abaixo ótimos artigos sobre o mesmo:

Entendendo a formação de preços de Petróleo no mercado internacional

Acho que essa é uma dúvida que todos tem, ou pelo menos já tiveram. Pois se existe algo inconstante nesse mundo atual é o preço do Petróleo, eles sofre variações diárias e as vezes até variações que geram repercussão no mundo inteiro como tivemos a pouco tempo.
Por isso, para efeito de conhecimento e conhecimento geral dispobinilizo para vocês esse artigo muito interessante que acabará com suas dúvidas.

Segue abaixo um trecho deste artigo e logo após o link para downoload.

[...] Para analisarmos a formação de preço dos petróleos no mercado internacional é necessário investigar-se o processo de formação do preço dos petróleos de referência. Petróleos utilizados como "benchmarkers" devem ser comercializados com freqüência num mercado transparente e acessível a um número grande de participantes. O mercado destes petróleos deve também ser razoavelmente líquido, ou seja, compradores e vendedores devem poder executar rapidamente a transação desejada. Os preços dos petróleos de referência são formados no seio de mercados que apresentam características que os distanciam do mercado de concorrência perfeita, o qual deve satisfazer algumas condições: ter grande número de participantes; ter informações disponíveis para todos os agentes; permitir arbitragem geográfica e temporal. [...]