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O Refino - Passo a Passo

by Carlos Guedes | 17:36 in | comentários (0)

O Refino - Passo a Passo

Refino, o transporte e a comercialização formam a cadeia do abastecimento, um setor que envolve unidades industriais (as refinarias), uma extensa rede de dutos, dezenas de navios e terminais marítimos. Tudo isso funcionando de acordo com um planejamento cuidadoso, para garantir o abastecimento de derivados do petróleo a todos os pontos do país.

Nas refinarias, o petróleo é submetido a diversos processos pelos quais se obtém grande diversidade de derivados: gás liqüefeito de petróleo (GLP) ou gás de cozinha, gasolina, naftas, óleo diesel, gasóleos, querosenes de aviação e de iluminação, óleo combustível, asfalto, lubrificantes, solventes, parafinas, coque de petróleo e resíduos. As parcelas dos derivados produzidos em determinada refinaria variam de acordo com o tipo de petróleo processado. Assim, petróleos mais leves dão maior quantidade de gasolina, GLP e naftas, que são produtos leves. Já os petróleos pesados resultam em maiores volumes de óleos combustíveis e asfaltos. No meio da cadeia estão os derivados médios, como o óleo diesel e o querosene.

Algumas propriedades físicas gerais são utilizadas para identificação dos petróleos, como densidade relativa e viscosidade. Na comercialização, o ponto predominante e altamente explorado é aquele que se refere ao teor de elementos leves, ou seja, que produzem derivados mais rentáveis comercialmente. O American Petroleum Institute - API resolveu classificar os petróleos de uma maneira que não deixasse dúvidas quanto ao teor de elementos leves, e para tal adotou o grau API. Quanto maior o grau API do óleo, menor é a sua densidade relativa, o que eqüivale a dizer que o óleo é mais leve, portanto mais rico em voláteis (partes leves), ou seja, tem maior valor comercial.

De acordo com as características geológicas do local de onde é extraído, o petróleo bruto pode variar quanto à sua composição química e ao seu aspecto. Há aqueles que possuem alto teor de enxofre, outros apresentam grandes concentrações de gás sulfídrico, por exemplo. Quanto ao aspecto, há petróleos pesados e viscosos, e outros leves e voláteis, segundo o número de átomos de carbono existentes em sua composição. Da mesma forma, o petróleo pode ter uma ampla gama de cores, desde o amarelo claro, semelhante à gasolina, chegando ao verde, ao marrom e ao preto. Com tão grande variedade de tipos de matéria-prima, a tarefa inicial no processo de refino é conhecer exatamente o petróleo a ser processado, por meio de análises de laboratório. Existem, porém, refinarias já projetadas para refinar determinado tipo de petróleo.

A primeira etapa do processo de refino é a destilação atmosférica, pela qual passa todo o óleo cru a ser beneficiado. Ela se realiza em torres de dimensões variadas, que possuem, ao longo da coluna principal, uma série de pratos perfurados em várias alturas, um para cada fração desejada. O petróleo é pré-aquecido e introduzido na metade da torre de destilação. Como a parte de baixo da torre é mais quente, os hidrocarbonetos gasosos tendem a subir e se condensar ao passarem pelos pratos. Nessa etapa, são recolhidos como derivados da primeira destilação, principalmente, gás, gasolina, nafta e querosene. Essas frações, retiradas nas várias alturas da coluna, ainda necessitam de novos processamentos e tratamentos, para se transformarem em produtos ou servirem de carga para outros derivados mais nobres.

As frações mais pesadas do petróleo, que não foram separadas na primeira destilação, descem para o fundo da torre e vão constituir o resíduo ou a carga para uma segunda destilação, onde recebem mais calor, agora sob vácuo. O sistema é mais complexo, mas segue o mesmo processo dos pratos que recolhem as frações menos pesadas, praticamente o óleo diesel e o óleo combustível. Na parte de baixo, é recolhido novo resíduo, que será usado para produção de asfalto ou como óleo combustível pesado.

A terceira etapa do refino consiste no craqueamento, que pode ser térmico ou catalítico. O princípio desses processos é o mesmo, e se baseia na quebra de moléculas longas e pesadas dos hidrocarbonetos, transformando-as em moléculas menores e mais leves. O craqueamento térmico exige pressões e temperaturas altíssimas para a quebra das moléculas, enquanto no catalítico o processo é realizado com a utilização de um produto chamado catalisador, substância que favorece a reação química, sem entrar como componente do produto. Uma série de outras unidades de processo transformam frações pesadas do petróleo em produtos mais leves e colocam as frações destiladas nas especificações adequadas para consumo.

Fonte: Petrobras

As Refinarias da Petrobras

A Petrobras possui dez refinarias e uma fábrica de lubrificantes. São elas:
1. Refinaria Landulpho Alves (Rlam) - Mataripe, Bahia
2. Refinaria Presidente Bernardes (RPBC) - Cubatão, São Paulo
3. Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - Campos Elíseos, Rio de Janeiro
4. Refinaria Gabriel Passos (Regap) - Betim, Minas Gerais
5. Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) - Canoas, Rio Grande do Sul
6. Refinaria de Paulínia (Replan) - Paulínia, São Paulo
7. Refinaria de Manaus (Reman) - Manaus, Amazonas
8. Refinaria de Capuava (Recap) - Mauá, São Paulo
9. Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) - Araucária, Paraná
10. Refinaria Henrique Lage (Revap) - São José dos Campos, São Paulo
11. Fábrica de Asfalto de Fortaleza (Asfor) - Fortaleza, Ceará

No mapa abaixo você verifica onde estão instaladas as refinarias da Petrobras:



Além das refinarias localizadas no Brasil, a Petrobras também possui duas refinarias na Bolívia, adquiridas em 1999 (Refinarias Guilhermo Elder Bell e Gualberto Villarroel). As unidades industriais da Petrobras se completam com duas fábricas de fertilizantes nitrogenados (Fafen), localizadas em Laranjeiras, Sergipe, e em Camaçari, Bahia.
Operam ainda no Brasil as refinarias Ipiranga, no Rio Grande do Sul, e Manguinhos, no Rio de Janeiro, ambas pertencentes a grupos privados.
Em suas instalações de refino, a Petrobras tem capacidade para produzir cerca de 1 milhão 800 mil barris de derivados por dia, atendendo à demanda interna e gerando excedentes que são exportados. A participação do petróleo produzido no Brasil na carga das refinarias é de cerca de 70%; o restante representa petróleo importado para complementar o consumo brasileiro de derivados, que é de cerca de 1,69 milhão de barris por dia. Entre os principais fornecedores de petróleo ao Brasil estão a Nigéria, a Arábia Saudita, a Argentina e a Venezuela.
Fonte: Petrobras

Funcionamento de uma Plataforma de Petróleo


Segue vídeo muito interessante que tem no Youtube mostrando como é o funcionamento da P-43, para aqueles que querem conhecer alguns processos de uma plataforma, vale a pena dar uma olhada.


Parte 1 e Parte 2 respectivamente:


Destilação do Petróleo






Como funciona o Refino do Petróleo.

Arquivo de Power Point explicando como é feito o Refino do Petróleo e Gás.

Clique AQUI para baixar

Operador de Refino 1 e 2

Segue abaixo o material de aula do excelente Instrutor em Petróleo e Gás,
André Costa.

Como funciona uma refinaria de Petróleo?



Apostila - Processo de Refino - Petrobrás




O Material faz parte do Curso de Formação de Operadores de Refinaria da Petrobrás . Esta excelente apostila, dispõe nas suas 75 páginas, todo Processo de Refino, desde o Esquema de Refino até Processos Especiais - como a Extração e Industrialização do Xisto. Com uma abordagem bem didática e completa, este material é uma excelente fonte de conhecimento para todos aqueles que gostam da área de Petróleo e Gás, assim como para aqueles que trabalham nela, principalmente no setor de Refino/Petroquímico.

O Arquivo pode ser baixado no nosso HD vitual clicando aqui

Espero que você gostem do material e façam bom uso.

Indústria Petroquímica


Como todos sabemos, a Indústria Petroquímica atualmente no Brasil está voltando a ativa, com grandes empresas entrando no setor, voltando a aquecer essa indústria que a tempos estava meio parada, principalmente com a construção do  COMPERJ .
Com isso as oportunidades estão começando a surgir e nós não podemos ficar pra trás. 

Segue abaixo 2 capítulos introdutórios sobre a indústria petroquímica referentes ao material de aula dessa disciplina, ministrada pelo excelente Professor Gabriel Caetano (gabrielcaetano@hotmail.com) .no 4º período do Tecnólogo em Petróleo e Gás , UNESA , SÂO Gonçalo. 





Divirtam-se!

Glossário Petrobrás



Os termos comuns ás atividades relacionados ao Petróleo
Clique AQUI

Desafios da Petroquímica Brasileira no Cenário Global



"Este Artigo objetiva analisar as mudanças recentes da petroquímica mundial e suas implicações a médio prazo para a petroquímica latino-americana e, em particular, a brasileira, em vista de sua liderança regional, da consolidação recente de suas empresas e das perspectivas alvissareiras em termos de matérias-primas"

Artigo publico pela economista Valéria Delgado Bastos do Departamento de Indústria Química da Área de Insumos Básicos do BNDES

Clique AQUI para baixar

A evolução da indústria Petroquímica Brasileira



DOWNLOAD

Livro - Fundamentos da Engenharia de Petróleo


Certamente, este é o livro mais conhecido de quem estuda na área de Petróleo e Gás. Eu mesmo tenho um rsrs.

Se você quer ter uma boa noção de Exploração, Completação e Produção e uma parte de refino é imprescindível que leia este livro.

Você não tem esse livro?

Então não perca tempo, o Tecnopeg, com a ajuda do Blog-Oil do amigo Marlon Duque, disponibiliza para vocês.



Mas há aqueles que, como eu, não gostam de ler livros pelo computador, eu particularmente não gosto, não consigo me concentrar, então CLIQUE AQUI e veja o melhor preço para comprar.

ONIP - Estudo da Cadeia de Petróleo do Espírito Santo

Segue hoje um Estudo feito pela ONIP sobre a Cadeia Produtiva de Petróleo do estado do Espírito Santo. Esse material é fruto de um levantamento feito pela ONIP e as empresas Enterprise Energia, Orienta e PetroConsult. O mesmo foi concluído em 2007.

Dedico esse material a todos aqueles leitores desse querido estado, temos uma grande parcela de Leitores do ES. Tive o prazer de conhecer vários de lá. Espero que esse material seja de grande ajuda para vocês.

Por dentro do FCC Petroquímico.



Como funciona o FCC Petroquímico?! 
Tecnologia Inovadora da Petrobrás para retirar frações mais nobres do petróleo  pesado brasileiro, esse será a grande tecnologia do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, COMPERJ. Essa unidade será o coração do mais novo Pólo Petroquímico, e não podemos ficar pra trás né,  vamos ver como funciona? Essa é uma animação muito didática de como funcionará essa unidade.




Você pode vê-la clicando AQUI.  



Ou baixe o informativo em Pdf:



Gostou dessa animação?! Você pode ver essa e muito mais em:


Fica a dica!

Como adquirir qualificação na indústria de Refino?


Todos sabem que a indústria do Petróleo é uma das indústrias que mais crescem a cada dia e tende a crescer cada vez mais porque as empresas de Petróleo não serão mais apenas empresas de Petróleo e sim empresas de energia, e energia é algo que o mundo sempre vai precisar. Por isso cada vez mais oportunidades surgem nesse mercado, porém apesar de ter muitas oportunidades, precisa-se da tão falada qualificação.

Como adquirir essa qualificação? De que forma adquiro o conhecimento necessário?

O artigo que trago a vocês hoje responde essas indagações, ela não traz aqui quais são os melhores cursos ou que tipo de curso fazer mas sim tem por objetivo apresentar alguns achados de pesquisa recentemente concluída sobre as múltiplas dimensões da aquisição da qualificação de trabalhadores em uma indústria de refino de petróleo, cuja principal característica, em termos de organização do processo produtivo, é o chamado “processo contínuo”, o que, de um modo geral, pode ser descrito como um processo produtivo em que ao operador cabe controlar reações físico-químicas não manuseando a matéria-prima e que, por isso mesmo, dele se exige um forte componente de abstração e de representação mental do processo de trabalho (Guimarães, 1987). A escolha pelo direcionamento do foco da qualificação para seus processos aquisitivos deveu-se ao fato de que há muito se vinha considerando a existência de uma dívida da linha temática de pesquisas sobre Trabalho e Educação para consigo mesma. Em outras palavras, sentiu-se a necessidade de uma apropriação pedagógica que pusesse em evidência a dimensão educacional dos estudos sobre qualificação.


Este excelente artigo é de autoria de Vera Lúcia Bueno Fartes
Professora do Departamento de Educação I e do Programa de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Equipamentos de Uma Refinaria de Petróleo



Material muito bom de autoria do Instrutor André Costa, didático e rico em informação como todos materiais feitos por ele, acho que vale a pena dar uma conferida nesse trabalho.


Segue Link:


Equipamentos 1